domingo, outubro 28, 2012

51. A Flor do Mal - O Aloendro Branco, Janet Filch

425 Páginas

O Aloendro Branco tem como personagem central Astrid Magnussen, a adolescente que narra este romance. Ingrid, a mãe de Astrid, é o motor de toda a história que se desenrola. Dotada de um comportamento agressivo, Ingrid despreza todos aqueles sentimentos que qualifica de menores como a autocompaixão e a fraqueza, fazendo crer a Astrid, através de uma visão romântica típica do seu espírito de poeta, que ambas eram descendentes dos selvagens e destemidos Vikings, os homens que tinham gelo nas veias em vez de sangue e que eram capazes de cometer as maiores atrocidades em nome da sua sede de sangue. Ingrid, consciente da sua beleza e capacidade de sedução e domínio do sexo oposto reaje negativamente ao ser abandonada pelo companheiro do momento. Num acto de frieza inequívoca Ingrid revela-se mais fatal que uma faca de gume afiado e envenena-o com o veneno das delicadas e belas flores do aloendro. Consequentemente Ingrid é presa, julgada e condenada a prisão perpétua. Astrid tem então 12 anos e a sua vida sofre uma mudança que para sempre irá marcar o seu percurso como ser humano. O uso do aloendro branco despoleta uma série de situações ao modificar permanentemente a vida de mãe e filha. A consequência directa resulta na entrega de Astrid aos serviços de adopção, e de casa adoptiva em casa adoptiva, sobrevivendo a agressões e violências gratuitas tanto das novas famílias como da própria mãe que, mesmo na prisão, exerce sobre Astrid todo o tipo de pressões psicológicas, a protagonista envereda por um caminho que a leva à descoberta do seu EU, suportando todos estes suplícios graças à sua impetuosa inteligência e talento artístico.

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